Salazar não morreu…

Está bem vivo e continua a influenciar a vida de milhões de pessoas, neste “jardim à beira-mar plantado”!

Sou, como a minha mulher, parte da primeira geração, nascida no início da primeira década depois de terminado o governo de Salazar, que se estendeu de 1932 a 1968.

No entanto, como disse, ele não morreu! E a sua obra continua bem viva! Está bem vivinha, em cada um dos nossos pais e na sua maneira de ver o mundo!

A teoria/política de que “só eu é que sei”, “eu é que sou bom”, “eu sou o melhor”, “tem de ser como eu quero”, “só pode ser assim” e por aí adiante, foi bem assimilada e foi a sua maior e mais duradoura obra!

A inexistência/não aceitação de outras opiniões/visões continua a infernizar o quotidiano de centenas de milhares de famílias por este país fora, famílias que são todos os dias impedidas de serem livres para fazerem as suas escolhas sem serem olhadas de lado pelos seus ascendentes, ainda hoje manietados pelo regime!

É curioso que tal influência não se fazia sentir de forma tão aguda na geração anterior! Qualquer um dos meus avós era muito mais equilibrado nesta questão, não manifestando o egocentrismo agudo que os nossos pais evidenciam!

Que pena eu tenho que eles ainda não tenham percebido que podem ser livres e que o mundo tem mais cores…

E, nestes casos, infelizmente, a experiência de vida que a idade trouxe também não tem ajudado a abrir horizontes…

É a liberdade que lhes escapa, a felicidade que não vêem!

A nós resta continuar a empurrar o muro que, não sendo físico, é, sem dúvida, o pior e mais duradouro legado do ditador: a ditadura do “eu”.

Vai um chá?

Chá Gorreana

Sabiam que quem trouxe o chá da China para a Europa foram os portugueses, no século XVI?

Sabiam que só há uma plantação de chá em toda a Europa?

Sabiam que essa plantação é portuguesa, está nos Açores desde 1883, na ilha de São Miguel?

Sabiam que o seu cultivo é completamente natural, biológico, artesanal e tradicional? E que as poucas máquinas que são usadas datam de 1840?

Conheciam a marca Gorreana? Eu não! Mas estou feliz por a ter descoberto e por partilhar isso convosco!

Vai um chá?

O ranking das escolas…

Se há coisas que me deixam triste, esta é uma delas. Pensar que os alunos são todos iguais, que as comunidades onde eles estão inseridos, tal como as suas escolas, são comparáveis e se podem seriar, faz-me pensar nas várias doenças que afectam a nossa sociedade.

Os alunos não são um produto ou, se o são, são o produto da sociedade em que vivem. Por isso, façam-se rankings das cidades, das vilas, das aldeias, das políticas para a educação e dos seus políticos, etc… Deixem de tapar o sol com a peneira! Não é só à escola e aos professores (estes obedecem a ordens) que cabe motivar os alunos. Também é necessário que a sociedade, os pais e os alunos queiram, gostem e achem útil aprender!

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