Razões para mudar para o barbear tradicional

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Esta vai ser uma publicação muito objectiva e com ela quero alcançar um único objectivo: mostrar que voltar a fazer a barba como os nossos avós/pais faziam, — e alguns ainda fazem —, faz todo o sentido.

  1. Aprendemos a fazer a barba como deve ser, coisa que muitos de nós não sabem;
  2. Podemos escolher todos os produtos que usamos, não ficando limitados às propostas das grandes superfícies comerciais, patrocinadas pelas grandes marcas;
  3. Podemos escolher exactamente os produtos adequados à nossa pele e barba, desde o sabão, passando pelo pincel, até à própria lâmina de barbear (É impressionante a diferença que existe entre as diversas lâminas!);
  4. Apoiamos pequenas empresas tradicionais, algumas delas portuguesas. É o caso do pincel na foto, feito por uma empresa nacional, reconhecida mundialmente como uma das melhores no ramo!;
  5. Acabamos com irritações e cortes, pois uma lâmina só faz muito menos estragos à pele que duas, três, quatro, etc… Ou que qualquer máquina eléctrica a queimar a pele;
  6. É muito mais económico pois, passado o pequeno investimento inicial, os produtos duram muito, muito tempo; os utensílios várias décadas e as lâminas são extremamente baratas;
  7. É muito mais ecológico, pois não há uma enormidade de produtos baseados em plástico, que acabam amontoados nas lixeiras, e em gases nocivos para nós e para o meio ambiente. Com um pouco de sorte, algumas das “ferramentas” usadas ainda podem chegar aos nossos filhos e netos!!!;
  8. É muito mais relaxante e descontraído. Posso dizer que é, até, agradável!;
  9. A casa de banho fica decorada com umas peças bonitas;
  10. Finalmente, “last but not least”, elas gostam e aprovam!!! 😀

Se ainda não experimentaram, aqui fica a dica. Quanto mais não seja, penso que, do ponto de vista económico e, mais importante ainda, do ponto de vista ecológico, se justifica plenamente que façamos um pequeno esforço para mudarmos alguns hábitos. Este pode ser um deles!

Dois anos volvidos…

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É verdade, já se passaram mais de dois anos desde que comecei a usar estas ferramentas e estes produtos tradicionais para fazer a barba e, desde que comecei, nunca mais olhei para trás! E, sejam quais forem as variações, a qualidade dos produtos garante sempre um resultado excelente! Muito ao contrário das opções que fazem questão de descurar os bons e duradouros produtos tradicionais.

Boas barbeações!

Mitchell’s Wool Fat Shaving Soap

WoolFat

Este era um dos sabões que eu aguardava ansiosamente para experimentar. Hoje chegou esse aguardado momento. E, realmente, valeu a pena!

Este sabão é um dos mais tradicionais e reconhecidamente apreciados pelos maiores entusiastas do barbear tradicional. E com razão.

Apesar de alguns afirmarem que é difícil conseguir uma boa espuma, tal não se verificou e o meu Semogue SOC Cerda Pura fez uma espuma magnífica que me proporcionou um barbear extremamente suave e perfeito, sem qualquer sinal de irritação ou cortes. A proteção é perfeita e a pele fica suave e hidratada depois de terminar o barbear.

Resultado: este passou a fazer parte da minha lista de sabões de barba preferidos, junto do Meissner Tremonia, D. R. Harris, e Edwin Jagger.

O equipamento usado foi o seguinte: Proraso Pre-shave; Semogue SOC Boar/Cerda; Mitchell’s Wool Fat Shaving Soap; Merkur Progress; PolSilver Super Iridium; Meissner Tremonia White After-shave Milk. Three passes.

D. R. Harris Arlington Shaving Soap First Impressions

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Today I had my first shave with this traditional and well known shaving soap. And what a great shave! Although it was the first time with it, I think it will be my second favourite, right after Meissner Tremonia. There’s not much to say about its scent, but it produces a great lather that allows the blade to glide smoothly from the first pass to the last. I used my usual gear: Meissner Tremonia Pre-Shave Oil, Semogue SOC Boar brush, Merkur Progress, Merkur blade (It was the sixth or seventh shave with it!), alum block and Meissner Tremonia Aftershave Milk Black. The shave was extremely smooth, much more so than with TOBS Sandalwood shaving cream that I used yesterday with the same gear and one less shave on the blade… Great!

The Rapira blade family

Rapira

This is the complete Rapira blade family to which I was introduced some months ago, but only recently did I have the pleasure of meeting the entire family. And they are nice: smooth and sharp. And my face seems to like them a lot. Conclusion: it’s never too late to try new things and to evolve. There are some good surprises waiting for us out there… 😀 If you’re new to DE shaving there’s something that you must do: buy a blade sample pack and enjoy the experience. Only this way you’ll be able to find out what DE shaving is all about! 😀

Uma invenção que suavizou o mundo…

"King Camp Gillette" by Falk, B. J. (Benjamin J.), 1853-1925, photographer - http://www.loc.gov/pictures/item/91729949/. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:King_Camp_Gillette.jpg#/media/File:King_Camp_Gillette.jpg
“King Camp Gillette” by Falk, B. J. (Benjamin J.), 1853-1925, photographer – http://www.loc.gov/pictures/item/91729949/. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:King_Camp_Gillette.jpg#/media/File:King_Camp_Gillette.jpg

Foi a 3 de Dezembro que King Camp Gillette pediu o registo da patente do instrumento que viria a revolucionar o mundo dos homens e, porque não dizê-lo, também o das mulheres: a “safety razor”. A tarefa matinal de uma boa parte dos homens nunca mais seria a mesma.

A patente foi-lhe concedida em 1904, completando-se, hoje, 15 de Novembro, 111 anos sobre essa data. Completam-se, porém, este ano, 120 anos sobre o nascimento da ideia na cabeça de Gillette, dado que ela teve o seu nascimento no ano de 1895.

By K. C. Gillette (US patent 775134, p. 1) [Public domain], via Wikimedia Commons
By K. C. Gillette (US patent 775134, p. 1) [Public domain], via Wikimedia Commons

King Camp Gillette não foi propriamente o inventor da “safety razor”. Ela já existia desde meados do século XIX. Mas, até à inovação introduzida por Gillette, ela usava lâminas forjadas. A sua grande inovação foi o desenho funcional da máquina e a introdução de lâminas finas de aço, descartáveis. Refira-se que o sucesso de Gillette não teria sido possível sem o contributo de Steven Porter, um torneiro mecânico que trabalhava com Gillette, que usou os seus desenhos originais para criar a primeira lâmina que realmente funcionava, bem como o de William Emery Nickerson, um inventor licenciado pelo MIT, que melhorou o desenho original do cabo e do chassi, de modo a melhor segurar a lâmina. Foi ele também o responsável pelo desenho das máquinas para a produção em massa das finas lâminas de aço.

E é assim que, passados 111 anos sobre a atribuição da patente por esta utilitária invenção, evolução dum conceito com mais de século e meio de existência, relembro a data, destacando dois modelos que, em 1989, revolucionaram mais um pouquinho a ideia daquele homem visionário, tornando ainda mais confortável e fácil uma tarefa que, para muitos, se reveste de algum sofrimento, talvez por não terem tido a oportunidade de comprovar que a ideia inicial deste grande inventor é aquela que, ainda hoje, melhor garante um barbear perfeito e extremamente confortável dia-a-dia! Há, realmente, algumas coisas em que “a tradição ainda é o que era”!

Edwin Jagger DE89Lbl
Edwin Jagger DE89Lbl
Mühle R89
Mühle R89

Para os interessados, aqui fica o link para a Wikipedia, onde encontrarão informação mais detalhada sobre King Camp Gillette e a sua invenção, bem como uma interessante página sobre a história da evolução da arte do barbear ao longo da história humana.

Deixo também o link para o perfil de Neil Jagger, fundador da Edwin Jagger e responsável máximo pelo desenvolvimento da cabeça “89” usada nas duas máquinas aqui apresentadas e o link para uma entrevista que ele concedeu onde fala sobre a mesma.

Para finalizar, os links para a Edwin Jagger e para a Mühle.

Feather All Stainless Razor: suavidade e eficiência!

20151013_191159 20151013_192142Tendo começado a minha aventura no mundo do barbear tradicional por uma das mais agressivas máquinas de barbear clássicas, tenho vindo a descobrir que a suavidade é extremamente importante para quem faz a barba diariamente, tal como a eficiência, em especial quando temos pele sensível.

Assim, depois de ter apreciado a suavidade da Edwin Jagger DE89L e Mühle R89, que deixaram muito para trás a Merkur Futur, em termos de suavidade e facilidade de barbear, eis que resolvi experimentar a rainha da suavidade e eficiência, a Feather as d2. E que suavidade! Esta é realmente duma delicadeza e eficácia a barbear/escanhoar fantásticas! Só mesmo experimentando se consegue perceber como é possível que existam tamanhas diferenças de funcionamento nestas máquinas! E, já agora, as lâminas Feather, que noutras máquinas exigem um cuidado extremo, nesta removem todos os pelinhos sem se fazerem notar! Notável! É como fazer a barba com uma pena!!!

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