“Pra Cima de Puta” – Cristina Ferreira

https://www.wook.pt/livro/pra-cima-de-puta-cristina-ferreira/24053338

Assisti, na passada Segunda-feira, à entrevista feita a Cristina Ferreira, no jornal da noite da TVI.

Não sou fã da Cristina Ferreira, não sou patrocinado pela Wook mas estou ciente, possivelmente há bastante mais tempo que a própria autora, da existência deste problema!

O facto de ser ou não ser fã de alguém, amigo ou não, não permite a qualquer ser humano humilhar, denegrir a sua imagem! Ninguém tem esse direito! E, porém, aquando do advento dos meios de comunicação digitais, as infelizes criaturas encontraram finalmente um meio que lhes permitia esguichar mais além o seu veneno, que até esse momento só alcançava os limites das suas pequeninas aldeias ou cidades, das suas mesquinhas mentalidades.

Sou professor, também educo. Desde que há Internet acessível ao público em geral que me deparei com este problema! Nunca me agradou, nunca fui por esses caminhos. É dos covardes e dos mesquinhos! Dos que usam o anonimato não para se proteger, mas para ferir, para agredir! Dos que não querem vencer, singrar como os outros, competindo saudavelmente com eles, antes querem subir por derrubar-los e por pisar neles. Daqueles que acham que é mais fácil subir se os outros estiverem de rastos do que se eles elevarem a fasquia do conhecimento, do esforço, da dedicação a causas e a valores válidos.

> Achei engraçado que ela referiu que quem mais lhe dirige este tipo de agressões são, precisamente, mulheres! É um facto que também já conhecia! Vejo-o todos os dias nas escolas por onde vou passando… E é também por isso que o problema é mais difícil de erradicar, pois são elas que são, geralmente, na nossa sociedade, as principais responsáveis pela (des)educação dos nossos jovens… E estas coisas passam dos progenitores para os seus filhos…

Se hoje falo na Cristina Ferreira, é por ela, enquanto pessoa, pela sua família e por todas as “Cristinas” e suas famílias.

Se puderem e quiserem comprar o livro, façam-no. Estarão a ajudar quem quer acabar com este mal: o cyberbullying, o bullying. Esta agressão, esta violência tem de parar! Mas como, se até as mais altas figuras deste mundo a praticam? Como, se as redes sociais mais conhecidas promovem o próprio cyberbullying como forma de aumentarem o seu poder!

Eu, provavelmente, não o irei comprar. Não sou fã, como afirmei, nem da escritora, nem do género. No entanto, se o fizerem estarão a ajudar quem pretende acabar com este problema.

> Pelo meu lado, continuarei, como sempre, a combater o problema educando, alertando, NÃO FAZENDO, respeitando os outros, mesmo que não concorde com eles. Continuarei a atacar o mal à nascença!

> Se todos fizermos o mesmo ele deixará de existir e viveremos muito mais felizes!

Fiquem bem!

#100DaysToOffload – 16

BULLYING

Uma professora quis ensinar à sua turma os efeitos do bullying.

Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para a amarrotarem, deitarem para o chão e pisarem. Em suma, podiam estragar a folha o mais possível mas não rasgá-la.

As crianças ficaram entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amarrotarem a folha, tanto quanto possível.

A seguir, a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com cuidado, para não rasgarem a mesma. Deviam endireitar a folha com o maior cuidado possível. A senhora chamou-lhes a atenção para observarem como a folha estava suja e cheia de marcas. Depois, disse-lhes para pedirem desculpa ao papel em voz alta, enquanto o endireitavam. À medida que mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisar o papel, a folha não voltava ao seu estado original. Os vincos estavam bem marcados.

A professora pediu então para que olhassem bem para os vincos e marcas no papel. E chamou-lhes a atenção para o facto que essas marcas NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repará-las.

“É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças” – afirmou a professora – “vocês podem pedir desculpa, podem tentar mostrar o vosso arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre.”

Os vincos e marcas no papel não desapareceram, mas as caras das crianças deram para perceber que a mensagem da professora foi recebida e entendida.

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