Caligrafia/Calligraphy

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Fotos tiradas pelo professor José Gonçalves. Clica na foto para veres as restantes.

Eu numa interessante sessão de demonstração de caligrafia com os alunos da minha escola. Foi um prazer partilhar o pouco que sei com os nossos jovens, para quem a escrita à mão está a perder cada vez mais o interesse…

Fabulosa, a Língua PORTUGUESA

Paulo Pedro Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintarPanfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.Porém, pouco praticou, porque Padre Pedro pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passopercorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Paulo Pinto precaver-se. Profunda privação passou Paulo Pinto. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Paulo Pinto… – Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Paulo Pinto.- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Paulo Pinto procurou pelos pais, porémPapai Procópio partira para Província.Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: – Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. PrimoPinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.Porque pintas porcarias? – Papai, – proferiu Paulo Pinto – pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissãoprópria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Paulo Pinto pelo pulso, penetrou pelo patamar,procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Paulo Pinto para praticar profissão.Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontoadas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Paulo Pinto.Primeiramente Paulo Pinto pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.Particularmente Paulo Pinto preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.Pobre Paulo Pinto pereceu pintando…Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar.Pensei. Portanto, pronto: Pararei!· 
E ainda há quem se ache o máximo quando consegue dizer: ‘O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei da Rússia. ‘!!!

O sermão do Monte para educadores…

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele preparava-os para serem os educadores capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
– Em verdade, em verdade vos digo:
– Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
– Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
– Felizes os misericordiosos, porque eles…?
 Pedro interrompeu-o:
– Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
 André perguntou:
– É pra copiar?
 Filipe lamentou-se:
– Esqueci o meu papiro!
 Bartolomeu quis saber:
– Vai sair no teste?
 João levantou a mão:
– Posso ir à casa de banho?
 Judas Iscariotes resmungou:
– O que é que a gente vai ganhar com isso?
 Judas Tadeu defendeu-se:
– Foi o outro Judas que perguntou!
 Tomé questionou:
– Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
 Tiago Maior indagou:
– Vai contar pra nota?
 Tiago Menor reclamou:
– Não ouvi nada, com esse grandalhão à minha frente!
 Simão Zelote gritou, nervoso:
– Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
 Mateus queixou-se:
– Eu não percebi nada, ninguém percebeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
– Isso que está fazendo é dar uma aula?
– Onde está a sua planificação e a avaliação diagnóstica?
– Quais são os objetivos gerais e específicos?
– Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
 Caifás emendou:
– Fez uma planificação que inclua os temas transversais e as atividades integradoras com outras disciplinas?
– E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
– Elaborou os conteúdos conceituais e processuais?
 Pilatos, sentado lá no fundo, disse a Jesus:
– Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
– Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
– E veja lá se não vai reprovar ninguém.
E foi nesse momento que Jesus disse: “Meu Deus, por que me abandonaste???…”

JÔ SOARES define o que é ser “Professor”

O professor é “um zé ninguém” aos olhos da sociedade, dos media e obviamente dos Encarregados de Educação/ alunos, mas é ele quem” segura as pontas” para que esta juventude não descambe totalmente e de vez.

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O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado

Não tem automóvel, é um pobre coitado.

Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta à escola, é um “Adesivo”.

Precisa faltar, é um “turista”.

Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.

Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó.

Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.

Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.

Não chama a atenção, não se sabe impor.

A prova é longa, não dá tempo.

A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.

Escreve pouco, não explica.

Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala correctamente, ninguém entende.

Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.

Elogia, é parvo.

O aluno é retido, é perseguição.

O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.

É! O professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.

Educação sexual na escola…

Anita, de sete anos, regressa a casa vinda da escola.
Tinha tido a primeira aula de educação sexual.

A mãe, muito interessada pergunta:
– Como é que correu?
Quase morri de vergonha! – respondeu a pequena Anita.
– Porquê
? – perguntou a mãe.

Anita respondeu:
O Zezinho, o menino com o cabelo ruivo, disse que foi a cegonha que o trouxe.
– O Marco, da livraria, disse que veio de Paris.
– A Cristina, a vizinha do lado, disse que foi comprada num orfanato e o Tó disse que foi comprado no hospital.
– O Paulinho disse que nasceu de uma proveta
– O André disse que nasceu de uma barriga de aluguer.

A mãe de Anita respondeu quase sorrindo:
– Mas isso não é motivo para te sentires envergonhada…

– Não, já sei, mas não me atrevi a dizer-lhes que como nós somos pobres, tiveste que ser tu e o pai a fazer-me…!!!

Diploma de Mérito

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Decorreu, ontem, na ESSA, a cerimónia de entrega dos prémios de excelência aos alunos do ano letivo 2013-2014. A nossa filhota lá marcou presença, junto com muitos amigos, mais uma vez. Parabéns filhota!

As coisas que um adulto de 44 anos (re)aprende…

Quem nunca ouviu aquela máxima que diz “Aprender até morrer.”? Pois… Provavelmente ninguém!

Este post é disso o exemplo perfeito. Por isso, convido-vos a fazer uma curta viagem ao mundo da escrita. Não, não vamos analisar literatura. Refiro-me à escrita, mas àquela que não usa teclas, à outra, à tradicional, àquela feita com uma qualquer ferramenta de escrita.

Repararam que eu escrevi: “ferramenta de escrita”. Soa de modo esquisito, não soa? Claro, num mundo massificado onde somos todos ensinados a adotar comportamentos de ovelhinhas bem comportadas a ir para a esquerda e para a direita conforme o pastor quer, não admira que soe de forma estranha eu não ter dito “esferográfica”! Mas não disse. E repito, vou falar de “ferramentas de escrita”, pois só assim poderei falar da vasta gama de instrumentos que nos permitem, a todos ao redor do mundo, registar os milhões de quilómetros de linhas de pensamentos diários que os seres humanos registam todos os dias.

Mas, o que são ferramentas de escrita? Bem, são todos os instrumentos que nos permitem passar os nossos pensamentos para suportes (como o papel) onde tinta ou outro material (como a grafite) os retêm por muitos anos, em muitos casos por muitos séculos. E deste conjunto de ferramentas fazem parte, entre muitas outras ferramentas, o lápis, nas suas infindáveis variedades de cores, formas e materiais; as esferográficas, idem; as canetas, etc… E é destas últimas que eu quero falar…

Desde sempre que as canetas de tinta permanente exerceram um fascínio sobre mim. Ainda pequenino, levei meio às escondidas, uma caneta do meu pai para a escola primária. Mas logo fui informado, pela senhora professora, que aquela não era a ferramenta mais adequada para mim…

Hoje sei que ela estava enganada. Bem, talvez não totalmente. Ela também não deveria saber… De qualquer maneira, naquele tempo e no nosso, sim, ainda mais no nosso, poucos são os pais que sabem que as canetas de tinta permanente são como um animal de estimação, sim, como um cão. Se as tratarmos bem elas duram uma vida e retribuem-nos a alegria e felicidade de escreverem sempre bem, sem problemas além de simples momentos de manutenção que, tal como no caso do cão que levamos ao veterinário, se convertem em momentos de partilha e de intimidade. Em suma, somos recompensados com o carinho incondicional do nosso amigo e com a magnífica escrita da nossa caneta que, aliás, é a única que verdadeiramente se adapta à nossa forma de escrita e que cresce connosco, tal como o cão que se aninha connosco quando sente que estamos meio para baixo… E porque se adapta a nós, é única.

OK. Chega de paleio… Mas não deixa de ser curioso que em alguns países evoluídos desta nossa Europa os alunos aprendam, ainda hoje, a escrever com canetas de tinta permanente… Sim, na escola primária! Mas estes exemplos não são copiados pelos nossos políticos…

Dizia eu que a minha professora achou que aquela não era a melhor ferramenta para mim… E pronto, ficou de lado, trocada pela hegemonia do tubinho de tinta com a esfera milagrosa na ponta…

Vários anos se passaram e, recordo-me, muitas foram as variedades de esferográfica tentadas, com vista a melhorar uma escrita que tinha tanto a ver com a beleza e legibilidade como uma estrada de paralelos e uma carroça têm a ver com o conforto de viajar…

Chegado à universidade lembrei-me de voltar às canetas. E “voilá”! A minha letra melhorou substancialmente e eu até já gostava dela… Mas esta reentrada não foi esclarecida… Qual é o jovem que aos 18 anos sabe como estas coisas são e funcionam de forma clara e efetiva? Bem… Pelo menos eu não sabia… Não é que seja algo complicado. Não. Mas o simples que é, é necessário ser sabido.

E, quando a caneta começou a aparentar um comportamento menos correto, passados dois ou três anos de trabalho contínuo fiel e sem ser levada ao “veterinário”, quero dizer, sem eu lhe ministrar qualquer manutenção, pensei que que a minha fiel companheira estava estragada…

Alguns anos se passaram, depois, e várias canetas foram passando pelas minhas mãos também. Sempre com o mesmo fim, depois de se dedicarem fielmente ao seu dono durante largos períodos de tempo. Recordo que sou professor e a escrita é a minha lavoura. Logo, sou um bocadinho exigente com este tipo de ferramenta…

Acabei por deixar as canetas de lado. E fui tentando manter a minha escrita dentro de parâmetros de suficiente legibilidade.

Recentemente, há cerca de um ano, as minhas meninas resolveram oferecer-me uma nova caneta, e voltaram a dar vida ao bichinho… Passado um ano de torturas a minha nova amiga começou a revelar os mesmos sintomas… Começou a andar triste…

Desta vez, porém, decidi não ceder. E, graças à nossa amiga Internet — Ah, a Internet! — comecei a perceber que quem se estava a portar mal era eu…

E então, por mais incrível que pareça, a minha caneta universitária voltou à sua forma inicial. Bem, salvaguardando o desgaste natural resultante de muitos quilómetros de linhas escritas…

Descobri, ainda, outra coisa: que cá em Portugal, em especial no interior, não encontramos nada do que precisamos, se quisermos algo que foge ao comportamento da ovelhinha bem comportada…

Novamente… Ah, a Internet! — A Internet, mas na Europa evoluída, não em Portugal! (Oops… Eu acabei de dizer isto?) — Canetas de todas as formas e feitios. Caras, baratas. Tintas, sim, tintas de todas as cores e mais algumas!!! Canetas com 21 opções de aparo! Sim, uma caneta com a possibilidade de escolhermos 21 tipos de aparo diferentes! Canetas às quais podemos facilmente mudar o aparo e passar a ter uma caneta com uma personalidade totalmente diferente!

Antes de ir aos factos… Perguntam-se, se se deram ao trabalho de ler isto tudo: O que é que eu fiz às canetas para as rejuvenescer? Simples… Estas canetas desmancham-se todas e lavam-se com água, nada mais. Depois montam-se e estão novas… Já não borram nada, pois esse problema era resultante da má utilização e não problema da caneta. Também não se transportam ou guardam de cabeça, digo, aparo para baixo, nem se fecham nessa posição. E, perdoem-me, não se emprestam. Lembram-se, eu disse que elas se afeiçoam a nós, certo? Por isso não gostam de ser emprestadas. O vosso cão gosta que o emprestem ao amigo?!

Vamos, então às canetas. Eis alguns exemplos:

SONY DSCPormenor da Italix Parson’s Essential Medium Italic nib, de Mr Pen, com 21 tipos de aparo!

Italix Parson’s Essential

LamyLamy Vista, de Lamy, com 6/7 tipos de aparo.

E as tintas? Bem, 101 cores, chegam? Sim, eu não me enganei. São cento e uma cores diferentes? Como os dálmatas…

DiamineAqui já estamos a ver 8 azuis diferentes da Diamine.

E muitos mais exemplos poderiam ser dados. Mas, infelizmente, as opções em Portugal são pouquíssimas, em especial no interior… Mas, felizmente, temos a Internet — Ah, a Internet! — e é fácil chegar ao Ebay, e a outras lojas como a The Hamilton Pen Company, The Online Pen Company, Europens, MrPen, Pen Heaven e/ou The Pen Shop.

E, para finalizar, querem saber uma coisa? Então não é que, aos 44, recebi os meus primeiros elogios à minha caligrafia! Foi preciso esperar, mas valeu a pena!

Divirtam-se e escrevam… Precisamos de bons escritores.

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