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Archive for the ‘Edwin Jagger’ Category

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O meu pai sempre usou uma Gillette de uma só peça ou tipo borboleta, como entenderem melhor chamar-lhe… Entretanto, e depois de décadas de produção de máquinas de barbear de uma qualidade quase insuperável, a Gillette (e todas as grandes marcas) decidiram que estava na hora de começar a aumentar os lucros… E decidiram deixar de as produzir pois, afinal, para estas máquinas tradicionais só se vendem lâminas novas e, com tantas marcas a produzirem lâminas de elevadíssima qualidade para as suas máquinas, os lucros não tinham possibilidade de crescer…

Deixaram, assim, de haver máquinas de qualidade deste género no mercado… Até que surgiu uma marca chinesa, a Weishi, que começou a produzir uma máquina de qualidade, em metal sólido, com  base, ao que parece, numa patente da Gillette. E eis o resultado: uma máquina belíssima, de qualidade superior e a preços “tradicionais”, ou seja, na mesma linha do que acontecia nos tempos dos nossos avós, quando estas máquinas eram a norma. Basta procurar no AliExpress, comprar e esperar cerca de 20-30 dias.

Quanto ao resultado prático do barbear… Espetacular!!! A máquina desliza suavemente pela cara, sem cortes, sem irritação e as três passagens resultam num barbear perfeito, sem qualquer problema. Um autêntico “rabinho de bebé”!

Altamente recomendável!

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Esta vai ser uma publicação muito objectiva e com ela quero alcançar um único objectivo: mostrar que voltar a fazer a barba como os nossos avós/pais faziam, — e alguns ainda fazem —, faz todo o sentido.

  1. Aprendemos a fazer a barba como deve ser, coisa que muitos de nós não sabem;
  2. Podemos escolher todos os produtos que usamos, não ficando limitados às propostas das grandes superfícies comerciais, patrocinadas pelas grandes marcas;
  3. Podemos escolher exactamente os produtos adequados à nossa pele e barba, desde o sabão, passando pelo pincel, até à própria lâmina de barbear (É impressionante a diferença que existe entre as diversas lâminas!);
  4. Apoiamos pequenas empresas tradicionais, algumas delas portuguesas. É o caso do pincel na foto, feito por uma empresa nacional, reconhecida mundialmente como uma das melhores no ramo!;
  5. Acabamos com irritações e cortes, pois uma lâmina só faz muito menos estragos à pele que duas, três, quatro, etc… Ou que qualquer máquina eléctrica a queimar a pele;
  6. É muito mais económico pois, passado o pequeno investimento inicial, os produtos duram muito, muito tempo; os utensílios várias décadas e as lâminas são extremamente baratas;
  7. É muito mais ecológico, pois não há uma enormidade de produtos baseados em plástico, que acabam amontoados nas lixeiras, e em gases nocivos para nós e para o meio ambiente. Com um pouco de sorte, algumas das “ferramentas” usadas ainda podem chegar aos nossos filhos e netos!!!;
  8. É muito mais relaxante e descontraído. Posso dizer que é, até, agradável!;
  9. A casa de banho fica decorada com umas peças bonitas;
  10. Finalmente, “last but not least”, elas gostam e aprovam!!! 😀

Se ainda não experimentaram, aqui fica a dica. Quanto mais não seja, penso que, do ponto de vista económico e, mais importante ainda, do ponto de vista ecológico, se justifica plenamente que façamos um pequeno esforço para mudarmos alguns hábitos. Este pode ser um deles!

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Para quem gosta destas coisas… Uma casa com uma oferta espectacular!

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É verdade, já se passaram mais de dois anos desde que comecei a usar estas ferramentas e estes produtos tradicionais para fazer a barba e, desde que comecei, nunca mais olhei para trás! E, sejam quais forem as variações, a qualidade dos produtos garante sempre um resultado excelente! Muito ao contrário das opções que fazem questão de descurar os bons e duradouros produtos tradicionais.

Boas barbeações!

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Travel gear: stainless steel bowl, #semoguesoc 2 band badger shaving brush, #muhle round protective tube for the shaving brush, #meissnertremonia Pre-shave oil, #merkurprogress, #edwinjagger shaving soap, Edwin Jagger black leather travel case, Edwin Jagger alum block and Edwin Jagger Aloe Vera aftershave. You can travel light but you can still have those great shaves!

 

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A minha procura pelo escanhoado perfeito começou no final de 2014, início de 2015. Foi nessa altura que, farto de fazer a barba com resultados desagradáveis com máquinas com várias lâminas e/ou máquinas eléctricas, resolvi experimentar as tradicionais safety razors só com uma lâmina. Afinal, de quantas lâminas precisamos para cortar os pêlos?!…

A minha primeira máquina foi uma Merkur Futur.

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Merkur Futur

Esta será, sem dúvida, uma das mais belas e eficientes safety razors que há actualmente em produção. É um espectáculo a desfazer a barba. Pela primeira vez na minha vida percebi que podia fazer a barba sem irritação.

Esta é, também, uma das mais agressivas do mercado, pelo seu peso e pela geometria da sua cabeça de corte/espaço entre a safety bar e a lâmina. No entanto os quatro meses durante os quais a usei foram sempre de escanhoações agradáveis, sem cortes e de qualidade excepcional. No entanto, as suas dimensões e a sua agressividade excessiva para a minha cara faziam com que a sua utilização fosse algo complicada, pois havia locais que eu não conseguia barbear convenientemente devido às grandes dimensões da sua cabeça de corte e, assim, eu não conseguia tirar pleno partido das suas potencialidades.

Tendo, inicialmente, optado pela abordagem “mais agressiva para fazer a barba mais rapidamente, com menos passagens, para evitar irritação”, resolvi tentar a abordagem mais tradicional, mais calma.

E avancei para a compra da Edwin Jagger DE89Lbl.

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Edwin Jagger DE89Lbl

Se a Merkur Futur é uma máquina magnífica em termos estéticos, esta, sendo mais tradicional, não é menos magnífica, no seu cromado completamente irrepreensível e no desenho da sua eficiente e extremamente suave cabeça!

Pela sua suavidade, eficiência e beleza, estava encontrada, finalmente, a máquina perfeita para mim que, em conjunto com um largo conjunto de lâminas, todos os dias me deixa apreciar o prazer de um barbear perfeito!

Mas… Será esta a máquina perfeita para mim? Só há uma maneira de saber. Com tantos a afirmarem que a Merkur 34C (aka HD) é a máquina perfeita, tinha de fazer a experiência.

E, assim, chegou a Merkur 34C (aka HD)…

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Merkur 34C (aka HD)

Tal como a EJ, esta Merkur também me proporcionou vários escanhoados perfeitos. Porém, com o passar do tempo, fui descobrindo que, na minha cara, ela não era tão versátil quanto à utilização de várias lâminas que, na EJ, são muito agradáveis. Revelou-se um pouco agressiva demais para a minha utilização diária também. Por esse motivo foi substituída na minha curta selecção de máquinas de barbear pela Mühle R89, irmã da EJ.

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Mühle R89

Tal como a sua irmã, esta beleza alemã é irrepreensível em termos de qualidade, estética e de funcionalidade!

Bem, parece que encontrámos a equipa perfeita… Mas, será mesmo?

Será que a utilização de uma boa máquina, “menos agressiva”, não será ainda melhor? Estas questões levaram-me a querer experimentar uma das obras de arte japonesas, no que às máquinas de barbear tradicionais diz respeito: a Feather as-d2.

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Feather as-d2

Esta máquina japonesa revelou-se uma verdadeira desilusão para mim! Depois de várias tentativas, que totalizaram mais de um mês de utilização contínua, num período de três meses, tive de a ver partir também, pois as minhas manhãs estavam a começar de forma frustrante, dado que não conseguia obter, com ela, um barbear perfeito sem um elevado grau de irritação facial, que se prolongava por todo o dia! A sua suavidade obrigava-me a demasiadas passagens e isso causava-me um desgaste extremamente doloroso na pele, coisa que havia passado a ser parte do passado com a EJ e a Mühle! Fiquei triste, mas este casamento não tinha futuro. No último dia em que fiz a barba com ela fiquei com a cara a “arder” o dia todo. No dia seguinte, apesar de não ter recuperado totalmente, voltei a barbear-me, desta feita com a EJ e, mesmo assim, a minha irritação diminuiu!!! Não havia dúvidas. A Feather é linda, mas não é para mim!

Bem, parece que ficamos por aqui… Ou será que não?

Eu estou emocionalmente ligado à Merkur, a minha primeira e gratificante máquina de barbear. Porém, não tinha nenhuma! E há uma máquina na sua gama que me parece ser, também perfeita para mim: a Merkur Progress.

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Merkur Progress

Esta máquina, lançada em 1955 e ainda em produção, parece ter tudo o que eu preciso: história (o meu avô já tinha uma, o que adiciona mais um laço emocional a esta ligação), a possibilidade de ajustar a agressividade dentro de uma faixa aproximada àquela da EJ/Mühle, logo menos agressiva que a Merkur Futur, belíssima construção e dimensões muito mais contidas, o que me permite manobrá-la muito mais facilmente e ver bem o que estou a fazer (o que não era possível com a Futur…). A sua ajustabilidade permite também dar um ou outro retoque de forma mais precisa e adaptar a sua capacidade de corte às necessidades da barba ou da cara num determinado dia ou até mesmo de acordo com a lâmina usada. São estas, aliás, as características que têm feito desta máquina uma favorita entre os adeptos das máquinas tradicionais desde 1955! Uma prova do seu valor.

Acresce ainda o facto de esta e a Futur serem as últimas duas  máquinas de barbear tradicionais, ajustáveis, de duas peças ainda em produção. A Vision, também da Merkur, máquina de borboleta, de uma peça, já deixou de ser produzida. (Recentemente surgiu a Rockwell, mas isso é outra história…)

E assim entrou mais um elemento para a família que, agora, está completa com estas três belezas: a Edwin Jagger DE89Lbl, a Mühle R89 e a Merkur Progress.

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Mühle R89 (esquerda), Merkur Progress (centro), Edwin Jagger DE89Lbl (direita).

Um aspecto que não pode ser considerado de menor importância é a escola das lâminas. Aliás, esta é a grande vantagem do barbear tradicional com máquina tradicional sobre todos os outros: o facto de podermos escolher a lâmina que melhor se adapta à nossa cara e barba. Por isso é vital que se opte pela compra dum pack de, pelo menos, meia dúzia de lâminas diferentes, para escolhermos as que mais gostamos. Eu, ao longo deste ano que passou, testei cerca de duas dezenas e meia de lâminas e somente duas ficaram completamente excluídas: as Derby Extra e as Feather Platinum. Curiosamente, ambas estão em extremos completamente opostos: as Derby, por não conseguirem cortar suavemente a barba, dando a sensação de quererem arrancar os pêlos pela raiz, raspando também, pelo caminho, as camadas superiores da pele; as Feather por, pelo contrário, serem tão afiadas que não percebem que é só para cortar os pêlos e levam várias camadas de pele também. Foi interessante verificar que o resultado final é idêntico com ambas as lâminas. Ao fim de dois ou três dias a fazer a barba com qualquer uma delas, a cara “fica em chamas o dia todo”!

Com todas as outras, usando uma técnica mais ou menos cuidada, sou sempre capaz de obter escanhoados perfeitos, com um pouco mais ou menos de esforço, de forma agradável e sem traços de irritação que não sejam resultantes de um descuido da minha parte. Para os interessados, podem consultar, aqui, as minhas considerações relativamente às várias lâminas testadas.

Aqui ficam vários exemplos:

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Um outro produto que eu tenho por hábito usar, mas que não é obrigatório, é um bom creme pré-barba. Se posso usar alguma coisa que ajuda a minha cara a resistir à “agressão” diária de uma lâmina super afiada, eu utilizo esse produto. E não tem corrido mal. Logo, em equipa que ganha, não se mexe…

Aqui ficam dois exemplos de qualidade:

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Pre shave da Edwin Jagger e Proraso.

Outro aspecto de extrema importância é o pincel que se usa. Um pincel de qualidade é, sem qualquer sombra de dúvida, um elemento fundamental nesta equação. É ele o responsável, logo a seguir às mãos que o manuseiam, pela obtenção de uma boa espuma, indispensável para se alcançar, confortavelmente, o escanhoado perfeito que se pretende, sem irritação. É ela que hidrata a pele, suaviza a barba e protege a cara da agressão excessiva da lâmina, evitando a possibilidade de irritação.

Como eu gosto do que é nosso, em especial quando o que é nosso é mesmo bom, aqui ficam dois exemplos. São uma delicia de usar!

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Pincéis Semogue SOC 2 band badger (texugo), esquerda e boar (javali), direita.

Outro assunto interessante, e que surge imediatamente relacionado com o anterior, é a escolha do sabão ou creme que vamos usar. Um bom sabão para barbear ou creme é fundamental para que o barbear seja suave e gratificante. Isto não significa que é necessário um grande investimento para se alcançar o nosso objectivo. É fácil encontrar produtos de elevada qualidade, inclusivamente produtos nacionais. Porém, há uma regra fundamental: esquecer tudo o que vem enlatado. A espuma tem mesmo de ser feita na hora, com o nosso pincel preferido. Esta regra é de ouro! E, já agora, é bem possível que se leve algum tempo a perceber o que é uma boa espuma, até porque isso varia de acordo com cada sabão ou creme e do pincel usado. Mas, depois de se perceber o que se pretende, é fácil de se obter a espuma com a consistência correcta para nos dar a protecção necessária em pouco tempo. E eles cheiram tão bem… Já agora, eu prefiro os sabões, em especial os mais duros.

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Em cima os cremes Musgo Real e Lavanda, da Ach. Brito; ao centro os sabões da Meissner Tremonia, Indian Flavour (esquerda), Edwin Jagger, Aloe Vera (centro) e Proraso, Eucalipto (direita) e, em baixo, creme TOBS, Sandalwood.

Antes da aplicação do aftershave, eu também gosto de fazer uma passagem com a pedra de alúmen para ajudar a perceber como vai a minha técnica e para ajudar a fechar qualquer pequeno corte que não seja visível.

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Pedra de alúmen.

Para fechar o ciclo do barbear em beleza e para nos assegurarmos que a nossa pele terá pela sua frente um dia agradável, é conveniente a utilização de um bom aftershave. Neste campo não me irei alongar muito pois, de todos, este é aquele no qual é mais fácil encontrar opções variadas e de qualidade. É, no entanto, comum afirmar-se que o ideal será um que garanta uma boa hidratação e sem álcool. Deixo dois bons exemplos.

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Dois bons aftershaves da Proraso.

E são estes os quatro elementos, todos eles de fundamental importância para o sucesso deste empreendimento diário: alcançar aquela “pele de bebé” que elas (e nós) tanto gostam: a máquina de barbear tradicional de lâmina de dois gumes, as lâminas, o pincel, os facilitadores (cremes/sabões,…) 😀

Mas, falta ainda um outro… O quinto elemento é cada um de nós e a nossa vontade de aprender a dominar uma arte que se começou a desenvolver há séculos e que se estava a perder… Felizmente, pelo que se vai vendo e lendo por esta Internet, ela está a regressar ao lugar de destaque que bem merece. E tudo graças à Internet!

Como é natural, estas são opiniões pessoais, são indicações, princípios que cada um pode aproveitar ou não. Nesta área cada caso é um caso e o que é bom para mim pode não o ser para outro. Eu só espero contribuir com alguns princípios gerais úteis, como outros fizeram comigo. A parte mais importante do divertimento é descobrir o que é melhor para o nosso caso, essa viagem. E, muito importante, tal como em qualquer viagem, não tenham pressa, aproveitem e apreciem a paisagem. Divirtam-se viajando… 😀

Para os interessados, permitam-me a publicidade absolutamente gratuita a um site de que gosto bastante, quer pela qualidade do serviço prestado, quer pelos preços praticados, quer, ainda, pela variedade e qualidade dos produtos oferecidos: Gifts&Care.com. O site, apesar do seu nome ser em inglês, é espanhol e é um mundo na área dos produtos para cuidados pessoais, em especial no que ao barbear diz respeito.

E pronto, este é o relato de um ano e dois meses de aventura e descoberta na área dos cuidados do rosto masculino…

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A família 89: Edwin Jagger DE89 (DE89 L-BL, neste caso) e Mühle R89. Isto, depois de mais de um ano de experiências que envolveram 26 marcas de lâminas, as duas máquinas em questão, uma Merkur Futur, uma Merkur 34C (HD) e a Feather AS-D2.

De todas, estas são as que a minha cara mais gosta, desde que da equação se mantenham afastadas duas marcas de lâminas: as Derby Extra e as Feather New Hi-Stainless. Com todas as outras sou capaz de obter suaves e agradáveis barbeações sem a mínima irritação.

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