Adeus Facebook e companhia

Caros amigos, informo que a minha relação com o Facebook está oficial e definitivamente terminada. Não que tenha sido vítima de algum problema, não fui. Foi uma decisão ponderada, amadurecida, dado que sempre duvidei da real utilidade da minha presença nessa rede, onde os meus direitos não são respeitados, a minha privacidade é, por norma, violada pela própria empresa, tudo com o fito de obter lucro através da publicidade com que somos bombardeados. Para além do facto de que o Facebook, enquanto página de Internet, deixa muito a desejar, em termos de qualidade e de liberdade de expressão e de escolha.


Assim, de hoje em diante, estarei presente aqui e noutros dois serviços: o Flickr, o melhor site de fotografia e o reddit, um site com informação espectacular e variada. Nestes sites a publicidade é inexistente ou pouco invasiva e a nossa privacidade é tratada de modo completamente diferente.

Já sabem onde me encontrar.

Fiquem bem!

Less is more…

Less:

Facebook: stopped!

No Instagram!

No WhatsApp!

Less publicity!

More:

More free time;

More privacy;

More respect for my rights;

More respect for me!

More freedom to choose!

More choices!

Goodbye Mark Zuckerberg!

Actualização

Percebi, hoje, que há uma página ou outra, no nosso site, que precisam de ser atualizadas… E o resultado até vai ser engraçado.

A descobrir pelos mais atentos!

Ser professor

Ser professor,
Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.
Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos em movimento, ser professor não seria um sonho.
Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.
Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada, ser professor não seria um sonho.
Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.
Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.
Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não seria um sonho.
Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta, resolver um problema, ser professor não seria um sonho.
Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser professor não seria um sonho.
Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um sonho.
Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.
Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria um sonho.
Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria um sonho.
Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria um sonho.
Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria um sonho.
Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.
Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não seria um sonho.
Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem propagandas capazes de matar esse sonho.
Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…
Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.

João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018

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