Redes sociais e serviços alternativos

Muitos de nós estamos fartos de redes sociais e de prestadores de serviços que abusam da confiança que os seus utilizadores neles depositam. Aqui fica um site que apresenta várias alternativas às redes sociais tradicionais e a esses prestadores de serviços: Switching.social, alternativas éticas para sites e aplicações populares.

Agroal – Sobreirinho, com o Aqueduto dos Pegões pelo meio…

Hoje foi dia para descontrair com amigos…

Canoagem, fotografia, para recordar, e passeio por um período da história de Portugal que remonta a 1593, tempo em que os Filipes reinavam por cá: visita ao Aqueduto dos Pegões.

A parte da descida do rio Nabão, entre a praia fluvial do Agroal e o Sobreirinho, foi impecavelmente organizada pela simpática e eficiente empresa Green Roc, de Constância.

Se não conhecem, façam por isso. Vale mesmo a pena!

Nextcloud – OwnCube

Não é a primeira vez que dedico alguma atenção às chamadas “clouds”, em especial, às privadas.

Hoje, vivemos num mundo onde os nossos dados, os nossos documentos, as nossas fotos, etc., estão espalhados por um sem-número de serviços. E a maioria destes serviços “têm a lata” de se apropriar dos direitos sobre eles, a partir do momento que os carregamos para a “nuvem”.

Para evitar isso, nos últimos anos, surgiram vários projectos Open Source, que devolvem o poder sobre os seus documentos ao seu verdadeiro dono: Tonido, OwnCloud, Nextcloud, etc., alternativas Open Source a serviços de armazenamento e partilha de ficheiros como o Dropbox, o Google Drive, o pCloud, o OneDrive, etc.

Depois de alguns anos de utilização do Tonido, até que ele deixou de ser compatível com as minhas necessidades, utilizei brevemente a ownCloud e, contrariado, acabei por voltar aos serviços tradicionais.

Esta semana resolvi fazer uma nova investigação e acabei por apostar num “fork” desenvolvido pelo criador da ownCloud (lançada em 2010), que, entretanto, deixou o projecto inicial para se dedicar a este, a Nextcloud, lançada em 2016.

Conjuguei a Nextcloud com o alojamento alugado na Alemanha, numa empresa chamada OwnCube.

O serviço é impecável, tal como a configuração do mesmo, tudo a preços muito competitivos.

Altamente recomendável para todos os que estão fartos daquelas letrinhas nos contratos que dizem que o nosso trabalho, afinal, não é nosso!

E, em relação ao funcionamento? Espectacular!

Salazar não morreu…

Está bem vivo e continua a influenciar a vida de milhões de pessoas, neste “jardim à beira-mar plantado”!

Sou, como a minha mulher, parte da primeira geração, nascida no início da primeira década depois de terminado o governo de Salazar, que se estendeu de 1932 a 1968.

No entanto, como disse, ele não morreu! E a sua obra continua bem viva! Está bem vivinha, em cada um dos nossos pais e na sua maneira de ver o mundo!

A teoria/política de que “só eu é que sei”, “eu é que sou bom”, “eu sou o melhor”, “tem de ser como eu quero”, “só pode ser assim” e por aí adiante, foi bem assimilada e foi a sua maior e mais duradoura obra!

A inexistência/não aceitação de outras opiniões/visões continua a infernizar o quotidiano de centenas de milhares de famílias por este país fora, famílias que são todos os dias impedidas de serem livres para fazerem as suas escolhas sem serem olhadas de lado pelos seus ascendentes, ainda hoje manietados pelo regime!

É curioso que tal influência não se fazia sentir de forma tão aguda na geração anterior! Qualquer um dos meus avós era muito mais equilibrado nesta questão, não manifestando o egocentrismo agudo que os nossos pais evidenciam!

Que pena eu tenho que eles ainda não tenham percebido que podem ser livres e que o mundo tem mais cores…

E, nestes casos, infelizmente, a experiência de vida que a idade trouxe também não tem ajudado a abrir horizontes…

É a liberdade que lhes escapa, a felicidade que não vêem!

A nós resta continuar a empurrar o muro que, não sendo físico, é, sem dúvida, o pior e mais duradouro legado do ditador: a ditadura do “eu”.

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑