Mundo louco…

Acordei, hoje, cedo, muito cedo… É algo que me acontece. Ontem quase não dormi… Aproveitei a noite para ver um ou outro filme e para pensar. Para pensar no que está à minha volta; neste mundo. É a vantagem das insónias: permitir ter tempo, na correria infinita do quotidiano, para pensar.

E, realmente, chego à conclusão que este mundo anda louco. Melhor, as pessoas andam loucas.

Um desses filmes chama-se Quarta divisão. É um filme português, melhor, um bom filme português sobre a temática da violência doméstica. De 2013. Ora aqui está algo que eu não percebo. Violência doméstica?! Violência dentro do núcleo mais importante de qualquer sociedade?! Naquele espaço que cada um de nós, exceto os filhos, escolhe para se sentir bem, acarinhado, relevante, amado e em segurança! Violência aqui?! E, no entanto, esta é a realidade de muitas famílias… Daí que a sociedade esteja como está…

Outro filme interessante que tive a oportunidade de ver foi Testemunha: Líbia, no qual o fotojornalista Michael Christopher Brown nos relata, na Líbia, o caos que se vive nas ruas, depois da queda do regime de Gaddafi. Este filme teve a particularidade de surgir depois de eu ter lido, recentemente, o livro Gaddafi’s Harem, no qual uma mulher que foi vítima da barbárie do governante líbio, relata a sua história que, à semelhança da história de muitas outras mulheres e homens, se cruza com a sobrevivência e manutenção de um mito e da sua perpetuação no poder. Este livro, em português No Harém de Kadhafi, de Annick Cojean, é o testemunho de 42 anos da recente história de um povo. Sim, estamos a falar do século XX e XXI. Mas, voltando ao filme. Este aborda o momento em que aqueles 42 anos chegaram ao fim; esse e o momento atual… Que não é muito diferente dos 42 anos de terror anteriores…

Qualquer um dos três exemplos citados não é retirado do argumento criado para um qualquer jogo de computador, imaginado pela fértil e doentia mente de um qualquer humano que, à falta de melhor utilidade para dar à sua capacidade criativa, escolheu apostar no terror e na violência contra o ser humano como forma de entretenimento… Todos eles são muito reais, apesar do primeiro ser uma história ficcional (mas que é real para tantas famílias…)…

E eu pergunto-me: como é possível que, em pleno século XXI, estejamos a assistir a este tipo de manifestações de desumanização? Para onde foi a inteligência humana que, se por um lado me permite estar aqui a escrever estas linhas e a levantar estas questões que você vai ler, por outro alimenta todo este ódio, esta violência contra si própria?

A máxima “a história repete-se” é inequivocamente verdadeira, bem como a outra que diz que “não aprendemos nada com a história”…

Em conclusão, permitam-me fazer duas citações que resumem tudo isto: “nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados [de orgulho], mais amantes de prazeres do que amantes de Deus” (2Timóteo 3:1-4) e “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jeremias 10:23)

Como estas palavras são, cada vez mais, a nossa realidade…

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